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Coming to My Senses: The Making of a Counterculture Cook - Alice Waters
O livro de memórias aclamado pela crítica e best-seller do New York Times, da ícone cultural e referência culinária Alice Waters, relembra a trajetória sinuosa e os tempos turbulentos que levaram à abertura daquele que é, sem dúvida, o restaurante mais influente dos Estados Unidos.
Quando Alice Waters abriu as portas de seu "pequeno restaurante francês" em Berkeley, Califórnia, em 1971, aos 27 anos, ninguém imaginava a marca indelével que ele deixaria no cenário culinário — muito menos Alice. Impulsionada em partes iguais pela ingenuidade e por uma busca incansável pela beleza e pelo sabor puro, ela transformou seu projeto de paixão em uma instituição icônica que redefiniu a culinária americana para gerações de chefs e amantes da gastronomia. Em "Coming to My Senses", Alice reconta os eventos que a levaram ao número 1517 da Shattuck Avenue e os tempos turbulentos que a encorajaram a encontrar sua própria voz como cozinheira, numa época em que a cultura gastronômica predominante priorizava a praticidade e a uniformidade. Ao sair de uma criação suburbana repressiva e se mudar para Berkeley em 1964, no auge do Movimento pela Liberdade de Expressão e da agitação no campus, ela foi atraída para um círculo boêmio de figuras carismáticas cujas visões sobre design, política, cinema e gastronomia acabariam por moldar a cultura singular sobre a qual o Chez Panisse foi fundado. Repleto de histórias, receitas, fotografias e cartas, "Coming to My Senses" é, ao mesmo tempo, profundamente pessoal e discretamente sutil, um olhar revelador sobre a evolução de uma mulher, de seguidora rebelde, porém impressionável, a ativista respeitada que promove mudanças sociais e políticas em nível global por meio do elo comum da comida.